Rock no Apoio

ROCK NO APOIO

 

6 de Julho | 21h45 - ROCK NO APOIO

MEU

 

Rock & Roll - Galiza - Espanha
ZOOM | AMIMUOLA | AUDIÊNCIA ZERO
Ricardo Saavedra - Guitarra
Ramon Saleta - Bateria
Mikelini - Baixo
Nacho Mora - Voz
Site:
www.meu.es
LARGO DO APOIO

 

Nasceram para entregar-se ao punk/power pop de alta ascendência, forte, directo, e de efeito duradouro. Construído à base de melodias de grande profundidade, e executadas ao calor de uma banda de recente criação, mas, simultaneamente, de grande veterania, maturidade e desenvoltura. «What's Up» converteu-se na mais formidável carta de apresentação do quarteto galego, que nenhum aficionado ou amante do género musical deve deixar passar ao lado.

Após uma primeira audição, fazem-nos recordar os Happy Mondays, Madnesse, Clash, ou mesmo os Elephant Band. A uma segunda escuta começa a dar-se conta das guitarras exactas eimediatas de Ricardo Saavedra (ex-Deluxe), a pujante base rítmica de Dopi e Mikelini (Ultracuerpos), e a incrível voz de Nacho Mora (ex-Elephant Band). Depois de uma terceira passagem, já fica claro que se está diante de um disco adictivo do qual não será nada fácil a libertação. «What's Up» é uma obra maior de melodia, de simplicidade e de canção perfeita.

A boa recepção por parte da imprensa e público tem levado os Meu a apresentar este álbum ao largo de toda a península, e, em concreto, a festivais como Primavera Sound, Purple Weekend, Festival do Norte, Cultura Quente, Go Llleida, Festus e PopXiriaPop. Além disso,tamém entraram na TVE, na 2, através do IPOP e os Concertos da Radio 3. Actualmente, os Meu já se encontram em fase de gravação do segundo álbum de originais.

 

 

 

27 de Julho | 21h45 - ROCK NO APOIO

TRIÂNGULO AMOR BIZARRO / SMARTINI

ZOOM | AMIMUOLA | AUDIÊNCIA ZERO

Triângulo Amor Bizarro – Espanha
SMartini – Portugal

LARGO DO APOIO

 

TRIÂNGULO AMOR BIZARRO
Os Triangulo de Amor Bizarro levam pouco tempo recuperando os sons obsessivos, hipnóticos e violentos, que em fins da década de oitenta, projectaram para os livros da história grupos como Telescopes, Jesus And Mary Chain ou My Bloody Valentine, mas souberam acrescentar-lhe uma perspectiva pessoal.
Neste período a sua música enriqueceu-se notavelmente, e passaram de promissoras maquetes (semifinalistas do projecto Demo do Festival Internacional de Benicassim) a um som que lhes pertence unicamente, e em que lhes cabem determinadas características que os ligam também aos Surfin Bichos, Stereolab, a um género shoegazer mais hardcore, mas também ao No Wave e ao Kraut. Noise controlado e melodias que passam da obscuridade à luz com uma naturalidade imprópria de um lançamento de estreia, assim se pode falar do disco homónimo dado a conhecer em Fevereiro passado.
Ao vivo, o grupo aproveita todas estas qualidades para exponenciá-las de maneira absolutamente brutal, que sugerirá um antes e depois na concepção do indie-rock espanhol, após a sua passagem pelos cenários. É obrigatório ouvir, mas também ver, a actualidade corre a favor dos Triangulo Amor Bizarro.
myspace: www.myspace.com/trianguloamorbizarro


SMARTINI
Algures entre Braga e Guimarães, corria o ano de 2002 na Vila de Caldas das Taipas, um grupo de irredutíveis amigos, vindos de projectos entretanto extintos, resolveram criar uma banda: SMARTINI. O objectivo era claro e consistia em resistir ao marasmo musical que rodeava aquela zona da Lusitânia. Munidos de sons assumidamente apoiados por uma estrutura musical que procura descrever paisagens e momentos, sempre baseados numa intuição momentânea e reproduzidos através de rastos melódicos alternados entre palpitações cardíacas incontroláveis e eléctricas, partiram à conquista de Portugal espalhando as suas canções um pouco por todo o lado. As reacções têm sido positivas, não só da parte do público que acorre aos seus concertos, mas também pela crítica especializada. Aliás, o texto que se segue, da autoria do jornalista da revista Blitz, Luís Guerra, é um desses exemplos da boa recepção que os Smartini têm tido:

"... A teoria do eterno retorno é posta em prática em quase uma hora de reminiscências que começa com uma descolagem sem sobressaltos. A máquina recua até 1992 e à nossa frente podiam estar os Sonic Youth sem Kim Gordon mas com as guitarras a cutucarem-se em busca da filigrana perfeita e baixo e bateria a exercitarem-se em volta do diafragma sónico. Há diluição entre a voz de Lourenço Mendes (inexpressiva, de olhos cerrados) e magma melódico, num regime de fluidez planante. Há fome de Yo La Tengo e alternância previsível entre calmaria e raspanço. «Sugar Train», exemplo dessa vivência bipolar, não se limita a rimar com «Sugar Kane» - às vezes são mesmo só os Sonic Youth que ouvimos, sem intersecções. Tudo muito bem ginasticado, em habitat de ganga e despojamento no qual se acomoda, sem sustos, «I Wanna Be Your Dog», versão dos Stooges a respeitar o imperativo da mesmidade (podiam ser os Dinosaur Jr). A aterragem, suave, é aplaudida. 2006 espera por nós à saída. Foram os Smartini e vivem entre Braga e Guimarães."

Assim, e depois de quatro anos a trabalharem canções intercaladas com vários concertos, em 2007 os Smartini lançam o tão esperado álbum de estreia. Intitulado "Sugar Train", o primeiro disco desta banda minhota estará nas prateleiras das lojas durante o mês de Abril. Sobre o álbum, a banda descreve-o como uma espécie de viagem de comboio por entre algumas das regiões mais alternativas da música, quase como se fossem os maquinistas de uma velha locomotiva a vapor que percorre os trilhos de uma linha única rumo ao noise de Glenn Branca, às paisagens sonoras de Yo La Tengo ou à explosão eléctrica dos Sonic Youth. Parafraseando a metáfora, não usam pás nem carvão e muito menos lançam fumo negro para a atmosfera. Usam sim guitarras e lançam sons para a atmosfera musical. Um álbum que debita a energia que tão bem caracteriza os Smartini.
Site: www.smartini.org
myspace: www.myspace.com/smartinimusic